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Presos que fizeram obra na casa de secretário de Justiça de RR prestam depoimento ao MP
André Fernandes é investigado por usar detentos da Cadeia Pública para construir cerca na própria casa sem autorização da justiça; vídeo mostra presos trabalhando
Publicado Quarta-Feira, 9 de Outubro de 2019, às 11:56 | Fonte G1 RR 0

 
 

Divulgação/ Internet

Os dois presos do regime fechado que fizeram obras na casa do secretário de Justiça e Cidadania, André Fernandes, prestaram depoimento ao Ministério Público de Roraima (MPRR) nessa terça-feira (8), dia em que o escândalo veio à tona.

Eles foram ouvidos na Promotoria de Justiça do Patrimônio Público, onde o caso é investigado. O teor do depoimento não foi divulgado.

"Assim que o trabalho de apuração for concluído, o Ministério Público tomará as medidas cabíveis e se manifestará", informou o MPRR.

André Fernandes, que é responsável pelo sistema prisional de Roraima, é investigado pelo MPRR por ter tirado os detentos Ederson de Sousa Nobre e Reginaldo Carvalho Silva da Cadeia Pública para que eles construíssem uma cerca de madeira na própria casa.

Ederson é acusado de estupro e Reginaldo responde a processo por tráfico de drogas.

Um relatório feito por agentes penitenciários, autores da denúncia, foi entregue ao MPRR. Nele, há registros de fotos e vídeos que mostram a saída dos presos da Cadeia e eles trabalhando na casa do secretário.

Imagens feitas no dia 25 de setembro mostram André Fernandes saindo da unidade prisional com os dois presos, transportando material de construção na carroceria de um carro que pertence ao governo do estado.


No dia do ocorrido, o livro de registro de ocorrências da Cadeia Pública não informa o destino de saída dos presos, mas destaca que uma escolta foi feita para o secretário.

Em nota, a Sejuc defendeu que o tipo de trabalho feito pelos presos faz parte da rotina da unidade, como forma de incentivo à reeducação do detento.

Foi informado ainda que o trabalho realizado pelos detentos custou R$ 750, valor que foi pago pelo próprio secretário. Além disso, segundo a nota, os presos teriam sido liberados pelo chefe de plantão com conhecimento da direção do presídio, o que foi negado pelo diretor.

A lei de execução penal só permite trabalho externo de presos do regime fechado em obras públicas e com garantias de segurança e autorização da direção do presídio.









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