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Processo de adoção de quatro crianças do AM por famílias estrangeiras é concluído
As quatros crianças são irmãs que estavam abrigadas na comunidade católica Missão Resgate, no município de Canutama
Publicado Quarta-Feira, 9 de Outubro de 2019, às 11:24 | Fonte D2AM 0

 
 

Divulgação/ Internet

Depois de doze meses de ansiedade e espera por parte dos envolvidos, o processo de adoção internacional de quatro irmãs amazonenses, que iniciou em outubro do ano passado, foi concluído com a assinatura do certificado de conformidade da Adoção Internacional pelo corregedor-geral de Justiça (CGJ-AM) e presidente da Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional do Estado do Amazonas (Cejaia-AM), desembargador Lafayette Vieira Júnior.

O documento foi entregue, na manhã da última quinta-feira (3), ao casal A.G.A.R e S.P.R. que se tornaram pais de duas das meninas: R.V.A.T.R., de sete anos, e A.E.A.R., de nove anos. A família embarcou na segunda-feira (7) para a cidade de Lugano, na Suíça.

No mesmo dia em que estava sendo concedida a habilitação de viagem da família suíça, as irmãs mais velhas, R.M.S, de 11 anos, e S.M.S, de 13 anos, embarcavam com seus pais peruanos R.M.B.S e P.O.B.S, para a cidade de Curitiba (PR), onde atualmente reside o casal.

As quatro crianças foram destituídas do núcleo originário em virtude do estado de vulnerabilidade em que viviam e, há um ano e três meses, estavam acolhidas por três missionárias da comunidade Missão Resgate, da Igreja Católica.

O processo conduzido pela juíza de Canutama, Naia Yamamura, passou por todos os rigores exigidos pelas normas dos governos brasileiro e suíço, no que concerne à segurança das crianças e do casal adotante, e registrou um tempo recorde de resolução.

De acordo com desembargador Lafayette Vieira Júnior, em média, no Brasil, o tempo de duração de um processo de adoção internacional é de três anos. “Mas isso notoriamente já começa a mudar aqui no Amazonas”, comemora o corregedor.

A história

A história das crianças começou a ganhar novos rumos a partir do desejo de um engenheiro suíço e sua esposa, brasileira naturalizada suíça, de terem filhos. Inicialmente o casal foi habilitado como adotante junto à Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional de Alagoas (Cejai-AL). Após três anos na lista de espera, a Cejai-AL trocou informações com a equipe do Amazonas e pelos meios legais disponibilizou o processo para habilitação local.

Como estavam geograficamente longe do Brasil, eles pediram que uma amiga, que mora em Curitiba, acompanhasse o processo junto ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). Ao conhecer as duas futuras filhas dos suíços, a amiga R.M.B, de nacionalidade peruana, se perguntou como ficariam as irmãs que iriam permanecer diante de mais uma separação de seus laços biológicos.

A amiga, mãe de dois meninos, compartilhou com a família acerca da ideia de adotar uma das crianças, e o marido P.O.S, respondeu: “Só aceito se for as duas. Não quero ser o motivo de fazer uma criança chorar mesmo que seja longe de mim”. A partir daquele momento, o casal passou a viver sentimentos próprios de uma gravidez, com a expectativa de logo ter as filhas nos braços.









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