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É preciso decretar o “novo normal”
Já passamos pelo pior. Começam a aparecer em todo o mundo os sinais de que o bom senso começa a voltar
Publicado Sexta-Feira, 12 de Junho de 2020, às 08:46 | Fonte Silvio Persivo 0

 
 

Já passamos pelo pior. Começam a aparecer em todo o mundo os sinais de que o bom senso começa a voltar. Houve um interesse mundial, por razões não muito claras, de vender o “lockdown”, bem como no Brasil, politizaram uma questão de saúde para fechar as atividades econômicas. Foi um erro, todavia, não tem mais como consertar. Também não há como continuar a manter, como se tem feito, as atividades econômicas, as atividades comerciais paralisadas. Houve erros de políticas muito graves nesta pandemia. Sem dúvida, fechar, como fizeram muitos países, estados, suas economias aceitando supostos “argumentos científicos” para decretarem lockdowns foi uma grande furada, mas, não tem mais jeito porque já destruíram as empresas, empregos e vidas sem, contudo, mudar o curso da pandemia. A verdade é que a economia de Rondônia, a do Brasil, vai custar a voltar aos níveis anteriores, porém, o governo federal conseguiu suavizar um pouco com o auxílio emergencial o impacto negativo sobre os mais pobres. Não importa, agora, também, embora fosse importante, verificar que o lockdown induzido pela pandemia foi em si um evento que produziu "vítimas em massa", com mortes por condições não tratadas de não-coronavírus e suicídios provavelmente superando em muito o número das mortes pelo vírus. Somente se presta atenção, no momento, nas mortes do covid-19 e não se calcula as mortes silenciosas, porém, como existem 45 mil de causas não identificadas, é possível que sejam, segundo estimam alguns médicos, o dobro do que as do vírus. O importante, agora, e aqui em Rondônia estamos fazendo a lição de casa, que é estabelecer protocolos para buscar retomar não a normalidade, que depois de tantos problemas, como costumam dizer será um “novo normal”. Não é possível, e esperamos que o governador Marcos Rocha esteja à altura do momento atual, que pense grande. Que pense que, por exemplo, não se pode deixar o Porto Velho Shopping fechado. Um shopping é um investimento muito alto e de custo de manutenção elevado. Parado muito tempo é um desserviço a qualquer cidade e a qualquer economia, pois, além de ser um centro de compras e de atividade econômica também funciona, por sua beleza e glamour, como um local para levantar o astral, para se ter prazer com os olhos. Esta compreensão já fez que, segundo levantamento da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), no país  238 shoppings  em 123 cidades de 17 estados tenham sido reabertos. É tempo de fazer isto também em Porto Velho e, por analogia, reabrir o comércio. Com protocolos adequados, com publicidade e conscientização os riscos serão diminuídos. E ficar em casa deve ser uma obrigação para os grupos de riscos e os contaminados ou com suspeitas. Não devemos nos deixar levar pelo medo irracional. É preciso retornamos ao normal, mesmo que seja um “novo normal”. 







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