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Myanmar vai libertar mais de oito mil prisioneiros
Publicado Terça-Feira, 17 de Abril de 2018, às 05:50 | Fonte Expresso 0
https://www.ariquemesonline.com.br/noticia.asp?cod=346937&codDep=24" data-text="Myanmar vai libertar mais de oito mil prisioneiros

  
 
 

THET AUNG / AFP / GETTY IMAGES

Presidente de Myanmar, Win Myint, ao lado da Nobel da Paz Aung San Suu Kyi

 

O novo Presidente de Myanmar, Win Myint, anunciou esta terça-feira que mais de oito mil prisioneiros serão libertados. A amnistia tem como objetivo garantir a paz numa altura em que o país celebra a entrada no ano novo. O documento não especifica, contudo, quando terá lugar o perdão presidencial.

“Para levar paz e satisfação ao coração das pessoas e para o sucesso do apoio humanitário, 8490 prisioneiros serão perdoados”, disse o gabinete presidencial em comunicado. Dois repórteres da agência Reuters não estão incluídos na amnistia, segundo o porta-voz do Departamento de Prisões de Myanmar, que cita processos judiciais em curso. Já mais de seis mil prisioneiros condenados em casos relacionados com drogas e quase dois mil elementos da força militar e policial do país serão libertados.

A líder da nação do sudeste asiático, Aung San Suu Kyi, definiu como as suas principais prioridades o fim da guerra civil e a reconciliação nacional. O seu partido, a Liga Nacional para a Democracia, assumiu o comando do governo em 2016, com expectativas elevadas de maior liberdade após quase meio século de governo militar. Centenas de presos políticos foram libertados em amnistias nos últimos anos, incluindo dezenas poucos dias depois de o partido da também Nobel da Paz assumir funções há dois anos.

A Constituição de Myanmar obriga o governo civil de Suu Kyi a partilhar o poder com os poderosos militares que controlam cargos-chave do executivo, incluindo as pastas da lei, ordem e segurança. A líder, que cumpriu um total de 15 anos de prisão domiciliária ao longo de um período de 21 anos, disse que libertar os restantes presos políticos é uma prioridade máxima.

Internamente, Aung San Suu Kyi tem estado sob fortes críticas devido ao lento crescimento económico e aos tímidos avanços no processo de paz. O seu governo também enfrenta uma crescente condenação internacional por causa da operação militar contra os muçulmanos rohingya, que já provocou o êxodo de cerca de 700 mil membros da comunidade minoritária para o Bangladesh.

Um “querido Presidente” tratado por “tu”. Esquerda pressiona PS no caso das viagens. Hermoso Herrera ou uma história de fantasmas

 








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