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Há robôs em todo lugar, menos nas estatísticas de produtividade
Publicado Segunda-Feira, 16 de Abril de 2018, às 05:48 | Fonte Revista Exame 0
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Fábrica de carros com robôs (Keystone/Hulton Archive/Getty Images)

 

 

Economistas, políticos e líderes empresariais mostram grande entusiasmo com computadores, inteligência artificial e robôs. Mas será que eles estão realmente revolucionando a economia?

Aparentemente não há muitas evidências a respeito até o momento, segundo Roger Josefsson, economista da empresa de dados sueca Macrobond. É “o paradoxo da produtividade moderna”, escreveu recentemente em seu blog.

A ausência de aumento da produtividade nos últimos 10 a 15 anos é um tema de discussão candente. O crescimento do investimento se concentra fortemente em poucas áreas, mas a produtividade da mão de obra — principal motor dos lucros e dos salários — não cresceu muito.

Como diz um dos fundadores da teoria do crescimento, Robert Solow: “É possível ver a era dos computadores em todo lugar, menos nas estatísticas de produtividade.”

Josefsson pergunta: os investimentos não deveriam estar aumentando pelo menos em tecnologias ou em pessoal de setores relevantes? Analisando o Total Economy Database, da Conference Board, e a base de dados KLEMS, da UE, ele encontrou vários paradoxos.

Por exemplo, o número de robôs industriais está aumentando rapidamente, mas as estatísticas de remessa, um bom indicador de investimentos, mostram apenas pequenas melhorias. A contribuição da mão de obra para o crescimento da produção também é mais ou menos a mesma de antes da crise financeira.

Outro motivo de preocupação é que a contribuição dos ativos de Tecnologia da Informação e da Comunicação para o crescimento do PIB e, pior ainda, a produtividade total dos fatores (isto é, da inovação) está ficando para trás.

“Para ser honesto, a maioria das melhorias no crescimento do valor agregado parece puramente cíclica”, disse. Josefsson, no entanto, encontrou algum motivo para otimismo.

Os setores que se beneficiam de robôs, da inteligência artificial, do aprendizado de máquina e de outras tecnologias “quentes” são o setor atacadista, o comércio varejista e os serviços recreativos. Nestes casos, a produtividade total dos fatores está realmente se desenvolvendo bastante bem.

Mas estas são exceções em um conjunto de números muito deprimente.

“Por isso, da próxima vez que escutar economistas comentando sobre o aumento de produtividade que os robôs nos darão, peça que mostrem as estatísticas. E aí ligue para mim, porque eu também quero saber”, disse Josefsson, em vídeo publicado pelo EFN.se, um website sueco de notícias econômicas.

 







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