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Economia
Projeto de Lei prevê novas formas de comercialização de castanha no Acre
Um dos maiores produtores de castanha da Amazônia, o Acre discutiu nesta segunda feira, 12, em audiência pública na Federação das Indústrias do Estado do Acre (Fieac) a proposta de Lei nº 111/2018, que prevê a proibição de saída da castanha in natura do estado, ou seja, sem que o produto receba algum tipo de beneficiamento.
Publicado Terça-Feira, 13 de Março de 2018, às 09:42 | Fonte Governo do Acre 0
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Representantes da Cooperacre e extrativistas participaram da audiência pública (foto: Angela Peres/Secom)

 

Um dos maiores produtores de castanha da Amazônia, o Acre discutiu nesta segunda feira, 12, em audiência pública na Federação das Indústrias do Estado do Acre (Fieac) a proposta de Lei nº 111/2018, que prevê a proibição de saída da castanha in natura do estado, ou seja, sem que o produto receba algum tipo de beneficiamento.

De acordo com o Zoneamento Ecológico-Econômico do Acre (ZEE), o setor da economia acreana é baseado no extrativismo, sendo a castanha o segundo principal produto, atrás apenas da madeira em toras. Desde 2014, a castanheira é protegida por lei, sendo proibida sua derrubada. O que vem fortalecer a conservação da espécie e a cadeia produtiva da noz.

No estado, a floresta plantada de castanha ainda não atende a demanda, a extração do produto tem sido de árvores nativas, mesmo assim tem sido possível abastecer o comércio local, nacional e internacional. A partir da matéria prima são produzidos diversos cosméticos além de alimentos que proporcionam benefícios à saúde. Algumas empresas de outros países já buscam o produto de forma industrializada.

O projeto, de autoria do deputado estadual Heitor Júnior, defende a industrialização da castanha com o objetivo de atingir maior valor agregado ao produto e consequentemente geração de emprego e renda. ”Nossa ideia é levantar o debate com o objetivo de favorecer a geração de emprego e renda no estado”, disse.

A audiência pública contou também com a presença de representantes de outros países, como o Peru. Como é o caso do empresário Hernan Jamarillo. “Nós estamos nos antecipando e montando uma indústria no estado, antes levávamos a castanha in natura para o Peru, agora estamos montando a usina de beneficiamento da castanha aqui mesmo e assim gerando renda para o Acre”, disse.

Com a aprovação do projeto, o estado passará a oferecer o produto para exportação de forma industrializada, mas para que isso aconteça o debate será feito de forma ampliada com seringueiros, empresários, cooperativas e demais integrantes da cadeia produtiva no estado. Sendo necessária a amostragem de dados a partir de estudos que comprovem que o projeto, se aprovado, fortalecerá todos os elos de produção do setor.

 

 

 

“Vamos propor que seja feito um estudo sobre a capacidade que o estado tem de beneficiar esse produto”, disse Jorge Viana (Foto: Angela Peres/Secom)

 

 

 

 

“O governo tem apoiado as indústrias, a proposta sem dúvidas é muito boa, esse é um agregado fundamental para a economia do estado. Vamos propor que seja feito um estudo sobre a capacidade que o estado tem de beneficiar esse produto, sendo positiva a resposta, aí sim vamos defender a proibição da saída da castanha de forma in natura”, reiterou o senador Jorge Viana.

Cooperacre

No estado, a Cooperativa Central de Comercialização Extrativista do Acre (Cooperacre) é hoje responsável pela maior produção de castanha beneficiada, presente em 14 municípios acreanos tem capacidade para produzir mais de 3.000 toneladas de castanha, contando hoje com 2.500 cooperados.

A ideia de criar a Cooperacre partiu da necessidade de ter uma central de cooperativas que reunisse todas as cooperativas de extrativistas do estado, para assim garantir a comercialização dos seus produtos.

“O projeto surge em boa hora, nós da cooperativa estamos torcendo para que seja aprovado, é mais trabalho e com certeza mais lucro também”, destacou o presidente da Cooperacre, José Manuel da Silva.

Para o diretor o Instituto de Defesa Agroflorestal do Estado (Idaf), Ronaldo Queiroz, a industrialização torna-se viável uma vez que gera maior qualidade do produto, uma vez que o mesmo passará a ser selecionado, além agregar maior valor final. “Para nós do Idaf a proposta é vista de forma favorável visando valorizar os nossos produtores com a industrialização do produto, assim ganha o produtor, ganha o estado”, pontuou Queiróz.

 








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