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Implantação da ozonioterapia
Assembleia discute a pílula do câncer e implantação da ozonioterapia
A Assembleia Legislativa realizou, na tarde desta quinta-feira (9), uma audiência pública proposta pelo deputado Léo Moraes (PTB) e presidida por ele e pelo deputado Aélcio da TV (PP) para discutir a “pílula do câncer” e a implantação da ozonioterapia no Sistema Único de Saúde (SUS).
Publicado Sexta-Feira, 10 de Novembro de 2017, às 11:32 | Fonte Ale - Ascom 0
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A Assembleia Legislativa realizou, na tarde desta quinta-feira (9), uma audiência pública proposta pelo deputado Léo Moraes (PTB) e presidida por ele e pelo deputado Aélcio da TV (PP) para discutir a “pílula do câncer” e a implantação da ozonioterapia no Sistema Único de Saúde (SUS).

Léo Moraes agradeceu a presença de todos, principalmente do presidente da Assembleia Legislativa, Maurão de Carvalho (PMDB), e dos senadores Valdir Raupp (PMDB-RO) e Ivo Cassol (PP-RO). “É uma grande oportunidade termos aqui os representantes de Rondônia no Senado Federal. Ivo Cassol, que é um defensor da pílula do câncer ou fosfoetalonamina, e Valdir Raupp, que se debruça há muito tempo sobre a ozonioterapia”, destacou.

O senador Ivo Cassol defendeu a autorização da fosfoetalonamina para ser pesquisada e vendida como um tratamento alternativo a pacientes de câncer. “Nós apenas buscamos alternativas melhores para o povo. Uma associação médica entrou com pedido e o Supremo Tribunal Federal impediu a pílula do câncer e não é justo proibir o ser humano de usar. Aquele que reclama é porque não teve ninguém na família com câncer”, afirmou.

O parlamentar ressaltou acreditar nos resultados da fosfoetalonamina, que não pode ser estudada por conta do impedimento e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “O que temos que fazer é ver de que maneira podemos melhorar o tratamento. Essa luta não é minha, é de todos nós que temos amor ao próximo. Se ela (a pílula) salvar uma pessoa eu já fico feliz”, destacou.

O senador Valdir Raupp abordou o assunto da ozônioterapia, um tratamento que funciona de forma paralela aos demais processos convencionais e pode ser aplicado em pacientes com os mais diferentes problemas de saúde. “É um tratamento médico complementar e não alternativo, funcionando de forma paralela e assessória aos tratamentos profissionais, sem intenção de substituir os tratamentos existentes”, explicou.

Segundo ele o tratamento já é usado há mais de 100 anos na Alemanha e é aplicado no cotidiano da área médica de países como Cuba, França, China e em alguns Estados dos Estados Unidos. “Ele é um tratamento extremamente seguro e com poucos casos de efeitos colaterais. Ajuda na dor e no desenvolvimento do tratamento hospitalar”, afirmou.

Ele apresentou um projeto de lei que já foi aprovado no Senado para a implantação da ozonioterapia no SUS. “O projeto está para ser aprovado na Câmara. Não tenho dúvidas que haverá aprovação com a devida urgência”, afirmou.

José Coutinho, representante do Conselho Regional de Medicina de Rondônia (Cremero) lembrou a importância de as pessoas não criarem uma ilusão em cima da fosfoetalonamina. “Segundo um trabalho que eu li, não está clara a eficácia do remédio, mas é só um trabalho. Quem mexe com os projetos pode esclarecer melhor isso”, citou. Sobre a terapia com o ozônio, ele afirmou que já presenciou tratamentos e pôde comprovar a eficácia.

O diretor executivo do Hospital de Câncer Barretos de Porto Velho, Jean Negreiros, anunciou uma parceria com o Centro Universitário São Lucas, que trará um centro de pesquisas para o desenvolvimento de estudos na área da saúde. Ele disse que, para tratamentos considerados alternativos como o da pílula do câncer, o centro será essencial.

Segundo ele, já houve um estudo em 2016 em cima da fosfoetalonamina, mas não houveram resultados positivos dos candidatos selecionados. “Nós fomos chamados para participar desse estudo, mas não houveram pacientes da clínica. Após o término (do estudo), não foram logrados resultados clínicos eficazes com os pacientes selecionados. Todos eles tinham tipos diferentes de câncer em estágios diversos”, citou.

Apesar do estudo, Jean afirmou concordar com o senador Cassol. “Ainda é algo muito recente e enquanto não houver autorização dos órgãos, não poderá ser iniciado pesquisas na área da saúde”, acrescentou.

O médico Amado Rahaal disse que tudo é válido quando se fala em tratamentos para o câncer. “Tudo é válido quando se fala em câncer. O Brasil tem que amadurecer e trazer coisas novas para um povo que não tem. Temos que fazer as pesquisas e acreditar que aquilo pode ser a melhoria dos nossos pacientes. É um estudo importante e a população deve se aprofundar”, avaliou.

O representante da Associação Brasileira de Ozonioterapia, Gustavo Camargo de Oliveira, falou dos benefícios que o tratamento paralelo traz aos pacientes e que, além de atender pacientes com câncer, a terapia também ajuda com diabetes, é germicida e é usado nos tratamentos mais variados. “As pessoas às vezes pensam até que é mentira, porque o tratamento funciona em muitos setores, não sozinho, mas como complemento”, destacou.

Cintia Ferreira, uma paciente de câncer e usuária da ozonioterapia, fez uma declaração e disse que abriu mão do tratamento convencional para o uso do ozônio. “Desde então faço o uso. Há três anos, e eu só uso ele. Fico muito feliz de esse tratamento estar chegando a todos”, citou.

Ela também se colocou à disposição dos médicos e dos centros de pesquisa como voluntária para o desenvolvimento de tratamentos. “Me coloco à disposição para que sejam feitos os estudos para que tenhamos essa oportunidade que foi aberta a nós, pacientes cometidos com essa doença. Eu me sinto muito bem mesmo e agradeço a todos que tem se empenhado em trazer esse novo tratamento”, disse.

 

 

ALE/RO - DECOM - Isabela Gomes
Fotos: Ana Célia

 

 

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