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Em crise, venezuelanos vão às urnas para escolher governadores
Publicado Quinta-Feira, 12 de Outubro de 2017, às 11:04 | Fonte O Tempo 0
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Nicolas Maduro

Partido de Maduro deve perder força regional após eleições deste domingo (15)

 

 

 

 

 

 

Um país a beira do colapso social, político e econômico. Dono da maior reserva de petróleo do mundo, oitavo maior produtor do “ouro negro” e antes considerado como um exemplo democrático em meio às ditaduras latino-americanas, o país de Simón Bólivar vive dias de extrema tensão e rumos incertos. Desde a morte do ex-presidente Hugo Chávez e a chegada do seu sucessor Nicolás Maduro ao poder, em abril de 2013, toda e qualquer estabilidade institucional desmoronou.

As tensas relações entre governo e oposição chegaram ao ápice com a série de manifestações de junho que deixaram o saldo de mais de cem mortos e outros 667 presos políticos, de acordo com números do próprio governo da Venezuela.

No meio do turbilhão, Nicolás Maduro usando da influência sobre o Judiciário e o CNE (Conselho Nacional Eleitoral – que representa o Poder Eleitoral) pôs em desacordo as ações da Assembléia Nacional invalidando as ações do Legislativo, de maioria opositora, e na mesma medida convocou uma nova Assembleia Constituinte eleita de maneira totalitária pelos adeptos do chavismo.

Enquanto busca ampliar os poderes, Maduro tem que lidar com a grave crise econômica. Os indíces de inflação não param de crescer e dados da Datanálisis, o principal grupo privado de estudos sobre economia no país, já apontam que a Venezuela está vivendo uma hiperinflação. A previsão é de que a índice geral de preços ultrapasse 50% em outubro.

Com a inflação descontrolada, o Bólivar existe, mas não tem qualquer poder de compra. Com um dólar, é possível comprar no mercado negro de Caracas um total de 37 mil dólares, de acordo com cotação do site Dólar Today, acusado pelo governo de inflacionar o mercado de câmbio no país. AS rendas provenientes do petróleo, praticamente o único produto exportado pela Venezuela, despencaram. O barril de petróleo venezuelano custa hoje, em média, 50 dólares. Em 2013, quando o atual presidente assumiu o poder o preço da commoditie ultrapassava a barreira dos 100 dólares.

Com as finanças estatais combalidas, o governo bolivariano não consegue garantir o avanço dos inúmeros programas sociais postos em marcha pelo governo. O desabastecimento de produtos alimentícios e farmacêuticos ainda é um dos principais problemas enfrentados pelo governo.

Para tentar controlar a situação, Nicolás Maduro entregou as Forças Armadas a tarefa de garantir o abastecimento das redes de supermercados estatais, que vendem alimentos a preços baixos, devido ao subsídio dado pelo governo de Miraflores.

A violência é outro calo no calcanhar de aquiles da chamada “Revolução Bolivariana”. Dados do Observatório Venezuelano de Violência apontam que mais de cem mil venezuelanos foram assassinados desde a chegada de Maduro ao poder, em 2013. Caracas é a segunda capital mais violenta do mundo registrando uma taxa de homicídios de 92 para cada cem mil habitantes.

Eleições que podem reverter quadro

Em meio a todo este caos, os venezuelanos vão às urnas no próximo domingo (15) para escolher os novos 23 governadores do país. Atualmente 21 dos 23 estados são governados por membros do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) – o partido do chavismo. No entanto, pesquisas mostram que a oposição – reunida em coalizão de partidos chamada Mesa de União Democrática (MUD) – deve vencer em pelo menos 11 estados incluindo os mais populosos e importantes economicamente como Miranda, Zulia, Vargas, Carabobo e no Distrito Federal (Caracas).

Se os prognósticos das pesquisas de confirmarem nas urnas, a pressão sobre o presidente Nicolás Maduro deve crescer ainda mais. Com mais estados sob o controle da oposição, o chavismo perde não somente o controle de ações governamentais, mas também das forças policiais locais. Segundo o cientista político John Magdaleno, da Universidade Central da Venezuela, uma vitória da oposição venezuelana no domingo pode barrar o avanço do chavismo no processo de construção de um autoritarismo hegemônico no país. “A Venezuela não é mais hoje, em minha modesta opinião uma democracia. A repressão do governo aos movimentos de oposição, os impedimentos de políticos – com prisão de lideranças importantes como Leopoldo López e Antonio Ledezma, o julgamento em tribunais militares de pessoas detidas durante as manifestações e a falta de igualdade de competição no processo eleitoral são alguns dos pontos que mostram claramente que a Venezuela caminha para um autoritarismo clássico. Uma vitória da oposição, a colocando novamente em postos do Executivo poderia barrar este processo”, afirma Magdaleno.


Crise impacta diretamente negócios com Minas 

A crise na Venezuela, embora distante, tem trazidos impactos diretos as exportações de Minas Gerais. Segundo dados da plataforma Data Viva, o comércio exterior entre Brasil e Venezuela gerou um saldo total de R$ 1,28 bilhão em 2016.

Os valores exportados pelas empresas mineiras para a Venezuela estão em queda abrupta. Em 2007 foi registrado o maior pico de valores exportados chegando a US$ 431 milhões de dólares. No ano passado, as exportações despencaram para US$ 45,2 milhões de dólares.

O maior volume de produtos vendidos a Venezuela é de origem animal, em especial o leite em pó que representa mais de 30% de toda a pauta de produtos exportados ao país. Na sequência vem bovinos vivos, casas pré-fabricadas e tubos galvanizados, segundo dados do Exportaminas, plataforma digital da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais.

Com a crise econômica, as exportações devem ter outra queda ainda maior. Até o momento, as exportações mineiras direcionadas ao país vizinho ultrapassaram a marca de US$ 30 milhões, com projeções de não igualar o número alcançado em 2016.    

 

 





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