Rondônia, - 01:13
Últimas Política Amazônia Ciência e Saúde Agronegócios Capital Interior
Tecnologia Religião Artigos Fotojornalismo Nacional Anuncie Fale Conosco
   

 

Você está no caderno - Variedades
Variedades
A poluição plástica chegou aonde ninguém pensava que chegaria
Publicado Quinta-Feira, 22 de Junho de 2017, às 11:03 | Fonte Revista Exame.com 0
http://www.ariquemesonline.com.br/noticia.asp?cod=331292&codDep=52" data-text="A poluição plástica chegou aonde ninguém pensava que chegaria

  
 
 

 

Plásticos ameaçam vida marinha na Antártica.

Plásticos ameaçam vida marinha na Antártica. (Claire Waluda/Divulgação)

 

 

 

 

 

São Paulo – A poluição marinha por detritos plásticos parece não encontrar fronteiras. Nem mesmo os lugares considerados “intocados” estão a salvo. Um novo estudo divulgado por cientistas da Universidade de Hull e do Serviço Antártico Britânico (BAS, na sigla em inglês) revelou níveis de poluição por microplásticos no Oceano Antártico cinco vezes maiores do que se esperaria encontrar a partir de fontes locais, como estações de pesquisa e navios.

Representando 5,4% dos oceanos do mundo, o Oceano Antártico é considerado uma região selvagem, quase prístina, em comparação com outras regiões e, por isso, os cientistas pensavam que ele estaria relativamente livre desse tipo de poluição. Os resultados, publicados na revista científica Science of the Total Environment, levantam a possibilidade de que o plástico proveniente de fora da região seja capaz de atravessar a poderosa corrente circumpolar antártica, historicamente considerada impenetrável.

Os microplásticos são partículas com menos de 5 mm de diâmetro e estão presentes em muitos itens do dia a dia como creme dental, shampoo, gel de banho e roupas feitas de tecidos sintéticos a exemplo do poliéster. Segundo a pesquisa, uma única jaqueta de poliéster pode liberar mais de 1.900 fibras por lavagem.

 

 

 

 

Emaranhado de fibras plásticas encontrado no Oceano Antártico.

Emaranhado de fibras plásticas encontrado no Oceano Antártico. (Catherine Waller/Divulgação)

 

 

 

 

Em geral, esses micropoluentes chegam aos oceanos através de águas residuais. Os sistemas convencionais de tratamento de esgoto simplesmente não dão conta de removê-los por completo. Eles também podem resultar da quebra de detritos plásticos maiores que flutuam pelo oceano sujeitos a degradação por radiação ultravioleta e decomposição.

Mais da metade das estações de pesquisa na Antártica não possuem sistemas de tratamento de águas residuais, conforme o estudo. Embarcações de pesca e turismo também contribuem para o problema. Estima-se que até meia tonelada de partículas microplásticas de produtos de cuidados pessoais e até 25,5 bilhões de fibras de roupas entram no Oceano Antártico por década como resultado dessas atividades combinadas.

A poluição oceânica por plástico tem consequências danosas para os animais. Muitos podem morrer asfixiados ou por ingestão de fragmentos maiores, ao passo que as micropartículas acabam se acumulando e contaminando a cadeia alimentar marinha. Os autores do estudo alertam para a necessidade de se reforçar as legislações marítimas na região e para um maior esforço internacional no monitoramento e controle da ameaça plástica nos oceanos.

 





Notícia visualizada Contador de visitasvezes




Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Veja também em Variedades


40 anos depois de sua morte, Clarice Lispector desperta mais questões do que quando viva
...


As razões do desaparecimento repentino de cachoeira de água azul no México
...


BALANCEIA: CURTA-METRAGEM RONDONIENSE É SELECIONADO PARA FESTIVAL DE CINEMA NO CEARÁ
...


Como entender (e diminuir) o impacto dos seus hábitos no meio ambiente, de roupas a comida
...

 

::: Publicidade :::



:: Publicidade :::

 
 
 
  EMRONDONIA.COM
FALE CONOSCO  |  ANUNCIE  |  EQUIPE  |  MIDIA KIT   |  POLÍTICA DE PRIVACIDADE