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O GENRO DE DONA PALMIRA
O GENRO DE DONA PALMIRA
Conheci o Sérgio Melo pouco tempo depois de ter chegado em Rondônia. E nem sabia que ele era jornalista, até dona Palmira me perguntar se o conhecia.
Publicado Sábado, 30 de Maio de 2015, às 18:48 | Fonte Osmar Silva 0
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O GENRO DE DONA PALMIRA 
 
Conheci o Sérgio Melo pouco tempo depois de ter chegado em Rondônia. E nem sabia que ele era jornalista, até dona Palmira me perguntar se o conhecia. Só de vista. E na casa dela mesmo. Nunca o vira antes nem sabia o que fazia. Foi ela que me disse que ele era jornalista e morava em Porto Velho. E o que ele fazia na casa de dona Palmira e do Ceará? O óbvio. Vinha da Capital cortejar uma das belas filhas do casal.
Ocorria que eu estava abrindo um lote de terras que havia comprado justamente na linha de dona Palmira e do Ceará, a Linha C-65 da BR-21, do outro lado do Rio Jamary, em Ariquemes. Eu já tinha criado o Jornal O Parceleiro e ela, que era agente de saúde, era também quem o distribuía na comunidade. Um sistema que criei em todo o Território Federal de Rondônia.
De forma que todo final de semana quando eu ia pro lote levar mantimentos, material e pagamento para os trabalhadores, eu parava na casa de dona Palmira e Ceará para um cafezinho, e um dedo de prosa. O Ceará, muito sistemático, era mais calado. Só abria conversa quando consolidava a amizade e o conhecimento com a pessoa. Já a mulher, gostava de conversar. Era a líder política da linha. Sabia de tudo e meu dava muitas boas matérias.
Mas o interesse de Sérgio Melo era outro. Por isso ele pontuava por lá nos finais de semana e reservava sua atenção a quem mais lhe interessava. A bela moça cujo nome não lembro mais. Frequentei a Linha C-65 por vários anos. Abri o lote, plantei capim, cerquei, fiz casa e botei boi no pasto. E todo esse tempo vi o Sérgio. Era oi pra lá e oi pra cá. Tanto lá quanto em Porto Velho. Eu já sabia direitinho quem ele era e ele sabia quem eu era e o que fazia.
Um dia vendi o lote e deixei de andar na Linha C-65 e de frequentar o lote do Ceará, vizinho do lote do meu xará, Osmar Raposo, irmão do Denizar, ambos meus companheiros de diretoria da Associação dos Pecuaristas de Ariquemes, APA, logo no seu começo, desde a fundação. Mas fiquei sabendo que o Sergio havia casado e honrado o namoro, noivado e tantas e tantas viagens em nome do amor pela bela moça. Nunca fomos íntimos. Nem sei onde morava. E não tenho certeza, mas tenho a impressão que ele e essa moça se cuidaram até o ponto final. Se não foi assim, me desculpe quem veio depois. Por favor.
De lá pra cá, ao longo destes mais de 30 anos, nos encontramos muito por força das nossas atividades. Ele sempre simpático, sorridente, me cumprimentava e perguntava pelo O Parceleiro, que eu já havia fechado. Batíamos uma prosa curta e cada um seguia o seu rumo. Era claro o respeito e, da minha parte pelo menos, a admiração que nutríamos um pelo outro.
Gostava de ver suas entrevistas no Papo News da Record. A segurança e o domínio que tinha do ofício e do veículo, o distinguia dos demais. Calmo e tranquilo, fosse com quem fosse a entrevista, mantinha o ritmo da conversa na serenidade de água limpa escorrendo do regato. O seu programa é, hoje, farto registro de ricos depoimentos de personagens merecedores de estudos, pesquisas e recriação histórica de uma era do nosso estado. Bom material para acadêmicos construírem trabalhos de conclusão de curso(TCCC).
Um dia, nesses encontros fortuitos, o Sérgio me surpreendeu: quero contar a tua história. Quero que aceites ser meu entrevistado no Papo News. Aceitei. E guardo comigo a honra de fazer parte da bela história de vida que ele escreveu e nos deixou como legado. 
 
OsmarSilva – Jornalista – [email protected]
 
 

 








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