Sadia, Perdigão, Friboi e Seara entre as empresas acusadas de vender carne podre aos brasileiros
A Operação Carne Fraca é resultado de dois anos de investigações e foi divulgada pela PF como a maior realizada na história da corporação.
Publicado Sexta-Feira, 17 de Março de 2017, às 15:26 | Daniel Isaia - Correspondente da Agência Brasil

 

ilustração

Carne bovina

Carne bovina

Empresas "maquiavam" carne vencida e subornavam fiscais de ministério, diz PF

 Ao longo das investigações que culminaram na Operação Carne Fraca, deflagrada hoje (17) de manhã, a Polícia Federal (PF) descobriu que os frigoríficos envolvidos no esquema criminoso "maquiavam" carnes vencidas com ácido ascórbico e as reembalavam para conseguir vendê-las. As empresas, então, subornavam fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para que autorizassem a comercialização do produto sem a devida fiscalização. A carne imprópria para consumo era destinada tanto ao mercado interno quanto à exportação.


“Tudo isso nos mostra que o que interessa a esses grupos corporativos na área alimentícia é, realmente, um mercado independente da saúde pública, independente da coletividade, da quantidade de doenças e da quantidade de situações prejudiciais que isso [a prática criminosa] causa”, afirmou o delegado federal Maurício Moscardi Grillo, em entrevista coletiva no fim da manhã, na sede da PF em Curitiba. Também participaram da coletiva o superintendente da corporação, Rosalvo Ferreira Franco, o delegado Igor Romário de Paula e o auditor da Receita Federal Roberto Leonel de Oliveira Lima.

Algumas das maiores empresas do ramo alimentício do país estão na mira da operação, entre as quais a JBS, dona de marcas como Big Frango e Seara, e a BRF, detentora das marcas Sadia e Perdigão. A Justiça Federal no Paraná (JFPR) determinou o bloqueio de R$ 1 bilhão das empresas investigadas, que também são alvo de parte dos mandados de prisão preventiva, condução coercitiva e busca e apreensão expedidos pela 14ª Vara Federal de Curitiba.

Moscardi disse ainda que parte do dinheiro pago aos agentes públicos abastecia o PMDB e o PP. A Polícia Federal não identificou, no entanto, os políticos beneficiados pelo esquema, nem a ligação entre os funcionários do Ministério da Agricultura e esses partidos. “Não foi aprofundado porque o nosso foco era a saúde pública, a corrupção e a lavagem de dinheiro”, explicou o delegado.

A PF também informou ter interceptado um telefonema entre o ministro da Justiça, Osmar Serraglio, e o ex-superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná Daniel Gonçalves Filho – um dos investigados pela corporação. A Polícia Federal informou que não identificou, no entanto, ação criminosa por parte de Serraglio, que à época do telefonema era deputado federal. “Por cautela, no entanto, foi necessário fazer esse informe aqui para não sermos questionados”, disse Moscardi.

Investigação

A Operação Carne Fraca é resultado de dois anos de investigações e foi divulgada pela PF como a maior realizada na história da corporação. Mais de 1,1 mil policiais federais cumprem 309 mandados em sete unidades federativas: São Paulo, Distrito Federal, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goiás. Além das empresas que participavam do esquema, a operação tem como alvo os fiscais do Ministério da Agricultura que se beneficiaram do recebimento de propina e de vantagens pessoais para liberar a venda da carne imprópria para consumo.

Além do repasse de dinheiro, os agentes públicos recebiam como propina produtos alimentícios das empresas, segundo a PF. Alguns, inclusive, já estariam começando a reclamar da qualidade dos alimentos que ganhavam para fazer vista grossa na fiscalização.

O delegado Maurício Moscardi ressaltou que a responsabilidade pelos atos criminosos é compartilhada por empresários e agentes públicos. “Não havia uma relação de extorsão, mas sim de benefício e de alimentação mútua entre eles. Os empresários também incentivavam e se sentiam próximos desse esquema; eram corruptores”, afirmou.

Dentro do Ministério da Agricultura, a PF descobriu que os funcionários envolvidos promoviam remoções (transferências) de fiscais para garantir a continuidade do esquema criminoso. A investigação começou, inclusive, depois que um fiscal se recusou a ser removido ao descobrir fraudes em uma das empresas envolvidas.

Outro lado

 
Um dos alvos da Operação Carne Fraca, o grupo JBS destaca, em nota oficial, que adota “rigorosos padrões de qualidade” para garantir a segurança alimentar de seus produtos. “A companhia repudia veementemente qualquer adoção de práticas relacionadas à adulteração de produtos – seja na produção e/ou comercialização – e se mantém à disposição das autoridades com o melhor interesse em contribuir com o esclarecimento dos fatos”, diz o texto.

Segundo a empresa, a ação deflagrada hoje atingiu três unidades da companhia – duas no Paraná e uma em Goiás. A JBS ressalta que “não há nenhuma medida judicial contra os seus executivos”.

Também em nota oficial, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, diz que, diante dos fatos narrados na operação, decidiu cancelar a sua licença de 10 dias do ministério. "Estou coordenando as ações, já determinei o afastamento imediato de todos os envolvidos e a instauração de procedimentos administrativos", informou. "Todo apoio será dado à PF nas apurações. Minha determinação é tolerância zero com atos irregulares no ministério", acrescentou.

Segundo Blairo Maggi, a apuração da PF indica que os envolvidos no esquema ilegal praticaram "um crime contra a população brasileira", que deve ser punido "com todo rigor". "Muitas ações já foram implementadas para corrigir distorções e combater a corrupção e os desvios de conduta, e novas medidas serão tomadas." Para o ministro, no entanto, é preciso separar "o joio do trigo" durante as investigações.

O Ministério da Justiça também divulgou nota depois que a operação foi deflagrada. O texto afirma que a menção ao nome de Osmar Serraglio na investigação é uma prova de que o ministro não vai interferir no trabalho da Polícia Federal. “A conclusão, tanto do Ministério Público Federal quanto do juiz federal, é que não há qualquer indício de ilegalidade nessa conversa degravada”, ressalta a nota.

O PMDB, citado pela PF como suposto beneficiário de parte da propina, diz que “desconhece o teor da investigação, mas não autoriza ninguém a falar em nome do partido”. O PP, também apontado pela investigação como destinatário do dinheiro, ainda não se manifestou sobre o assunto.

Repercussão

No final da manhã, a Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) emitiu nota oficial assinada pelo presidente da instituição, João Martins da Silva Júnior. No texto, a entidade defende a apuração dos fatos envolvendo frigoríficos e fiscais agropecuários e que, uma vez comprovados, possam levar à punição exemplar dos envolvidos.

A nota da CNA diz ainda que os produtores rurais brasileiros têm dado “grande contribuição ao desenvolvimento nacional” e afirma não ser justo que eles tenham a imagem “maculada pela ação irresponsável e criminosa de alguns”.

Em nota, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários diz que apoia a ação da Polícia Federal. "A operação está alinhada aos objetivos  de auditores fiscais federais agropecuários no sentido de aprimorar a inspeção de produtos de origem animal no Brasil". Segundo o sindicato, as denúncias constam de processo administrativo que tramita no Ministério da Agricultura desde 2010.

Veja abaixo a íntegra do processo e o despacho da Justiça Federal:



*Texto ampliado às 14h56

Edição: Juliana Andrade

#Operação Carne Fraca

 
Saiba mais:
 
 
Veja a lista de investigados:

Alvos de mandato de prisão preventiva


1. CARLOS CESAR 285.657.389-49
2. DANIEL GONÇALVES FILHO 240.236.809-82
3. ERALDO CAVALCANTI SOBRINHO 147.460.189-87
4. FABIO ZANON SIMÃO 004.855.239-90
5. FLAVIO EVERS CASSOU 274.744.109-15
6. GERCIO LUIZ BONESI 280.948.839-87
7. GIL BUENO DE MAGALHÃES 139.185.089-00
8. IDAIR ANTONIO PICCIN 385.728.340-87
9. JOSÉ EDUARDO NOGALLI GIANNETTI 061.220.369-78
10. JOSENEI MANOEL PINTO 178.236.259-20
11. JUAREZ JOSÉ DE SANTANA 362.418.069-04
12. LUIZ CARLOS ZANON JUNIOR 084.118.914-53
13. MARIA DO ROCIO NASCIMENTO 299.582.379-20
14. NAIR KLEIN PICCIN 588.280.100-10
15. NILSON ALVES RIBEIRO 110.854.993-34
16. NILSON UMBERTO SACCHELI RIBEIRO 005.467.139-63
17 NORMÉLIO PECCIN FILHO 569.967.560-49
18. PAULO ROGÉRIO SPOSITO 107.683.568-65
19. RENATO MENON 567.272.089-72
20. ROBERTO BRASILIANO DA SILVA 445.188.899-91
21. RONEY NOGUEIRA DOS SANTOS 019.854.899-02
22. SEBASTIÃO MACHADO FERREIRA 324.920.499-49
23. SERGIO ANTONIO DE BASSI PIANARO 354.322.489-87
24. TARCÍSIO ALMEIDA DE FREITAS 771.766.858-00
25. ANDRÉ LUIS BALDISSERA 007.005.439-88
26. DINIS LOURENÇO DA SILVA 067.562.551

Alvos de prisão temporária

1. ALICE MITICO NOJIRI GONÇALVES 486.788.309-30
2. BRANDÍZIO DARIO JUNIOR 479.843.929-00
3. CELSO DITTERT DE CAMARGO 404.672.019-00
4. LEOMAR JOSÉ SARTI 675.598.249-00
5. LUIZ ALBERTO PATZER 210.677.599-72
6. MARCELO TURSI TOLEDO 619.382.119-87
7. OSVALDO JOSÉ ANTONIASSI 080.134.549-91
8. RAFAEL NOJIRI GONÇALVES 041.480.529-10
9. SIDIOMAR DE CAMPOS 362.892.649-15
10. ANTONIO GARCEZ DA LUZ 340.614.799-20
11. MARIANA BERTIPAGLIA DE SANTANA 058.852.099-36
MANDADOS DE CONDUÇÃO COERCITIVA
1. EDYMILSON PENA DOS SANTOS 669.275.449-68
2. JOSÉ NILSON SACCHELLI RIBEIRO 005.467.149-35
3. LAIS NOJIRI GONÇALVES 041.477.919-30
4. MARA RUBIA MAYORKA 922.839.189-87
5. MARCELO ZANON SIMÃO 849.135.689-49
6. SONIA MARA NASCIMENTO 450.327.009-59
7. FABÍOLA BUENO DE MAGALHÃES LAMERS 027.392.149-52
8. GABRIELA BERTIPAGLIA DE SANTANA 058.852.189-27
9. NATALIA BERTIPAGLIA DE SANTANA 058.852.029-23
10. ALESSANDRA KLASS GUIMARÃES MARTINS 038.595.909-52
11. ALEXANDRE PAVIN 036.290.879-65
12. ALMIR JORGE BOMBONATTO 097.759.949-34
13. ANDRÉ DOMINGOS BERNARDI PARRA 090.452.109-59
14. ANDRÉ JANSEN DE MELLO DE SANTANA 021.186.819-17
15. BERNADETE BUSATO POLLI 964.031.959-72
16. CELIA REGINA NASCIMENTO 299.582.029-72
17. CLAUDIA YURIKO SAKAI 015.705.169-28
18. DANIEL RICARDO DOS SANTOS 025.604.939-42
19. DOMINGOS MARTINS 005.388.509-06
20. EDSON LUIZ ASSUNÇÃO 538.954.879-53
21. EGLAIR DE MARI AMARAL 318.482.909-00
22. EDUARDO VILELA MAGALHÃES 497.757.829-53
23. FABIANA RASSWEILER DE SOUZA 016.662.999-52
24. FABIULA DE OLIVEIRA AMEIDA 320.516.848-80
25. FELISBERTO LUIS DE ANDRADE 307.730.249-72
26. FERNANDO POLLI 005.719.259-60
27. FREDERICO AUGUSTO DE AZEVEDO LIMA 847.696.701-25
28. GUILHERME BIRON BURGARDT 573.877.029-34
29. HENRIQUE FELIX ERICK BREYER 202.432.789-34
30. HEULER IURI MARTINS 009.952.039-70
31. INES LEMES POMPEU DA SILVA 574.676.099-49
32. ISAAC CORREIA DANTAS 003.556.339-73
33. ISMAEL LEACHI 086.340.929-68
34. JACKSON LUIZ PAVIN 254.497.539-34
35. JOSÉ ANTONIO DIANA MAPELLI 177.913.948-98
36. JOSÉ ROBERTO PERNOMIAN RODRIGUES 058.787.588-73
37. JOSÉ RUBENS DE SOUZA 323.389.299-34
38. JOSÉ TEIXEIRA FILHO 142.909.799-04
29. JULIO CESAR CARNEIRO 168.274.651-87
40. KELLI REGINA MARCOS 056.310.649-28
41. LIEGE MARIA SALAZAR 035.512.339-85
42. LUCIMARA HONORIO CARVALHO 020.439.949-13
43. LUIZ FERNANDO GUARANA MENEZES 347.883.808-89
44. LUIZ SANTAMARIA NETO 359.092.189-72
45. MARCIA CRISTINA NONNEMACHER SANTOS 017.668.419-02
46. MARCOS CESAR ARTACHO 521.468.049-04
47. NAZARETH AGUIAR MAGALHÃES 715.275.836-00
48. NELSON LEMES DE MOURA 172.660.092-00
49. ORESTES ALVARES SOLDORIO 349.949.049-87
50. PÉRICLES PESSOA SALAZAR 018.752.119-00
51. PERITO GARCIA 532.755.009-53
52. ROBERTO BORBA COELHO JUNIOR 043.103.809-05
53. ROBERTO MÜLBERT 661.720.559-68
54. RONALDO SOUSA TRONCHA 339.648.311-15
55. SIDNEI DONIZETE BOTTAZZARI 364.665.499-68
56. SILVIA MARIA MUFFO 012.275.688-60
57. SYLVIO RICARDO D’ALMAS 654.569.559-20
58. VALDECIO ANTONIO BOMBONATO 335.683.759-15
59. VINICIUS EDUARDO COSTA DE SOUZA 005.268.799-63
60. WELMAN PAIXÃO SILVA OLIVEIRA 794.666.485-00
61. ZELIA MARIA BUSATO PAVIN 859.573.569-72
62. ANA LUCIA TEIXEIRA 052.843.389-01
63. FRANCISCO CARLOS DE ASSIS 166.557.961-72
64. VALDECIR BELANCON 023.219.689-31
65. FLÁVIO RIBAS CASSOU 073.545.229-61
66. CLÉBIO HENRIQUE POLVANI MARQUES 045.054.479-60
67. SOLANGE LINARES MACARI NOJIRI 628.848.089-49
68. MARCO AURÉLIO RODRIGUES BINOTTI 024.721.429-94
69. ROBERTO BORBA COELHO 358.803.849-34
70. IDEFRED KONIG 491.766.849-20
71. SUELI TEREZINHA FARIA PIANARO 955.953.509-97
72. FABIO MURILO PIANARO 047.423.459-24
73. ELIAS PEREIRA BARBOSA 016.593.119-18
74. ROBERTO PELLE 219.775.349-53
75. NELSON GUERRA DA SILVA 895.394.439-20
76. VICENTE CLAUDIO DAMIÃO LARA 365.895.199-0
77. DANILO LUCIANO 055.719.299-44
78. CLÉBIO HENRIQUE POLVANI MARQUES 045.054.479-60
79. VALDECIR BELACON 023.219.689-31
80 CARLOS AUGUSTO GOETZKE 231.972.509-15
81. SERGIO RICARDO ZANON 880.047.089-00

Mandados de busca e apreensão

1. ATEFFA
2. BALABAN & GONÇALVES ADVOGADOS
3. BG CONSULTORIA EMPRESARIAL LTDA. ME
4. BIG FRANGO INDUSTRIA E COM. DE ALIMENTOS LTDA.
5. BIO-TEE SUL AM. IND. DE PROD. QUÍM E OP. LTDA
6. BRF – BRASIL FOODS/ BRF S.A.
7. BRF – BRASIL FOODS/BRF S.A.
8. BRF – BRASIL FOODS/BRF S.A. 01.838.723/0102-70
9. BRF – BRASIL FOODS/BRF S.A. 01.838.723/0304-68
10 BRF – BRASIL FOODS/BRF S.A. 01.838.723/0182-55
11. BR ORGAN FERTILIZANTES DO BRASIL LTDA. 15.621.509/0001-29
12. CODAPAR/CLASPAR (EADI/FOZ) 76.494.459/0081-35
13. DAGRANJA AGROINDUSTRIAL LTDA./DAGRANJA S/A AGROINDUSTRIAL 59.966.879/0026-21
14. DALCHEN GESTÃO EMPRESARIAL LTDA. 10.597.190/0001-20
15. DINÂMICA IMP. EXP. IND. COM. ALIMENTOS LTDA. 04.755.950/0001-87
16. DOGGATO CLINICA VETERINÁRIA LTDA.ME 05.822.910/0001-73
17. E.H. CONSTANTINO 07.912.350/0001-73
18. ESCRITÓRIO CENTRAL SUBWAY BRASIL / SUBWAY SYSTEMS DO BRASIL LTDA 02.891.567/0002-01
19. MAPA – Esplanada dos Ministérios, BL. D, 8º Andar, sala 847 Brasilia/DF
20. FENIX FERTILIZANTES LTDA./PORTAL OPERAÇÕES PORTUÁRIAS 01.304.503/0001-13
21. FORTESOLO SERVIÇOS INTEGRADOS LTDA. 80.276.314/0001-50
22. FRANGO A GOSTO 19.483.501/0001-02
23. FRATELLI COMERCIO DE MASSAS, FRIOS E LATICINIOS LTDA. ME 07.197.112/0001-23
24. FRIGOBETO FRIGORÍFICOS E COMERCIO DE ALIMENTOS LTDA. 16.956.194/0001-33
25. FRIGOMAX- FRIGORÍFICO E COMERCIO DE CARNES LTDA. 04.209.149/0001-36
26. FRIGORÍFICO 3D 05.958.440/0001-70
27. FRIGORÍFICO ARGUS LTDA. 81.304.552/0001-95
28 FRIGORÍFICO LARISSA LTDA. 00.283.996/0001-90
29. FRIGORIFICO OREGON S.A. 11.410.219/0001-85
30. FRIGORÍFICO RAINHA DA PAZ 03.990.431/0001-30
31. FRIGORÍFICO SOUZA RAMOS LTDA. 82.345.315/0001-35
32. INDUSTRIA DE LATICINIOS S.S.P.M.A. LTDA. 05.150.262/0001-56
33. JBS S/A 03.853.896.0001-40
34. LARA CONSULTORIA EMPRESARIAL LTDA. 20.274.224/0001-07
35 LABORAN ANÁLISES CLINICAS LTDA. – EPP 76.652.122/0001-24
36. MASTERCARNES
37 MC ARTACHO CIA LTDA. 04.976.126/0001-57
38. MEDEIROS, EMERICK & ADVOGADOS ASSOCIADOS 10.890.129/0001-76
39. MORAR ASSESSORIA E EMPREENDIMENTOS 78.973.641/0001-10
40. NOVILHO NOBRE INDUSTRIA E COMERCIO DE CARNES LTDA.
41. PAVIN FERTIL INDUSTRIA E TRANSPORTE LTDA. / AJX TRANSPORTES LTDA. 05.762.689/0001-05
42. PECCIN AGRO INDUSTRIAL LTDA. / ITALLI ALIMENTOS 09.237.048/0001-92
43. PRIMOCAL IND. E COM. DE FERTILIZANTES LTDA. 77.518.439/0001-35
44. PRIMOR BEEF – JJZ ALIMENTOS S.A. 18.740.458/0002-23
45. RADIO CASTRO LTDA. 76.106.772/0001-74
46. SANTA ANA COMERCIO DE ALIMENTOS LTDA. 17.622.097/0001-77
47. SEARA ALIMENTOS LTDA. 02.914.460/0130-58
48. SIMÃO SOCIEDADE DE ADVOGADOS LTDA. 09.601.896/0001-39
49. SMARTMEAL COMERCIO DE ALIMENTOS LTDA. 07.782.913/0001-56
50. SUB ROYAL COMERCIO DE ALIMENTOS LTDA. 19.412.845/0001-12
51. SUPERINTENDENCIA FEDERAL DE AGRICULTURA EM MINAS GERAIS
52. SUPERINTENDENCIA FEDERAL DE AGRICULTURA EM GOIAS
53. SUPERINTENDENCIA FEDERAL DE AGRICULTURA NO PARANÁ
54. SERVIÇO DE VIGILÂNCIA AGROPECUÁRIA NA FRONTEIRA DE FOZ DO IGUAÇU SVA/PR
55. SERVIÇO DE VIGILÂNCIA AGROPECUÁRIA EM PARANAGUÁ – SVA/PR
56. UNIDADE TÉCNICA REGIONAL AGRÍCOLA DE LONDRINA – UTRA/PR
57. UNIDADE DE VIGILÂNCIA AGROPECUÁRIA ADUANA ESPECIAL DE MARINGÁ – UVAGRO/PR
58. UNIDOS COMERCIO DE ALIMENTOS LTDA. 16.588.374/0001-00
59. UNIFRANGOS AGROINDUSTRIAL S.A. / COMPANHIA INTERNACIONAL DE LOGISTICA
04.883.352/0001-93
60. BREYER E CIA LTDA. 75.130.245/0001-32
61. FABRICA DE FARINHA DE CARNE CASTRO LTDA. EPP 77.720.076/0001-16
62. LOGISTICA DISTRIBUIDORA LTDA. (INTEGRACAO LOGISTICA, DISTRIBUICAO LTDA) 06.962.645/0001-91
63. TRANSFRIOS TRANSPORTE LTDA. 80.654.387/0001-39
64. PECIN AGROINDUSTRIAL LTDA. ME 09.237.048/0001-92
65. CENTRAL DE CARNES PARANAENSE 73.368.151/0001-70
66. WEGMED – CAMINHOS MEDICINAIS LTDA. 11.933.999/0001-48
67. ARTACHO CASINGS
68. INDUSTRIA E COMERCIO DE COUROS BRITALI LTDA.
07.419.292/0001-40
69. MORRETES AGUA MINERAL LTDA. 12.445.182/0001-93
70. BRF – BRASIL FOODS/BRF S.A. em Mineiros/GO
71 MAPA – Esplanada dos Ministérios